segunda-feira, 29 de agosto de 2016

10˚ DIA 29 AGO: SAN PEDRO – COPIAPÓ (822 km – 10:00 hs)


        Despedimos-nos do Deserto de Atacama ainda escuro (o sol nasce tarde aqui), em um temperatura de -4˚C. Embora o café da manhã do hotel só começasse as 7:30 h, eles foram bastante amáveis em antecipar o horário para nos atender, pois precisávamos sair cedo para um longo percurso.

        A rota começou pela Cordilheira do Sal rumo a Calama, a parte mais seca do deserto. Tudo muito árido e sem vida. No caminho vimos um Parque eólico e uma Planta Fotovoltaica, que provavelmente abastecem Calama. Saímos de 2320 m, subimos até 3200m e voltamos a descer, sempre sobre uma montanha sem nenhuma vegetação, só muita pedra e pó. Também passamos por várias minas ativas e desativadas e, inclusive, uma cidade-fantasma de uma antiga mina.















        Em um determinado momento, saímos da Ruta 5 e tomamos a R-710 que segue mais próximo ao litoral para ir vendo o mar. Começamos então a descer a montanha e ficamos ao nível do mar.




        O oceano Pacífico tem uma linda cor de azul profundo e ondas calmas, mas a praia tem poucas áreas de areia branca, e muita pedra. A maior parte é uma areia escura grossa, em alguns pontos só pedras.












        A região continua sempre muito deserta e bem feia e monótona. Mais para baixo começam a aparecer pequenas cidades no litoral, mas de casinhas bem simples e desarrumadas.



        Paramos em Tal Tal para almoçar. Em um restaurante simples, mas comemos direitinho e bem barato!


        Chegamos a Copiapó por volta das 17:30 h. A cidade é de tamanho médio, tem shopping, universidade, museus etc... Ficamos no Hotel Cumbres de Atacama, simples, mas bem aceitável para um pernoite.








              Saimos para jantar por volta das 08:00 hs e preferimos comer uma pasta no restaurante Raconto. Acabamos comendo risoto, peixe e carne, nada do que pensávamos. Valeu a pena.

            Amanhã cedo seguimos para Santiago, onde incorporaremos a nossa quarta tripulante, a Ana Maria.

9˚ DIA 28 AGO: TOUR GEYSER EL TATIO E LAGUNA CEJAR/LAGUNA TEBENQUINCHE/OJO DEL SALAR

          Acordamos as 4:30 h porque a agência nos pegaria no hotel as 5:15 h para irmos conhecer o Geyser El Tatio. Os passeios aos gêiseres são feitos nesse horário porque é quando há melhores condições para vê-los exalando sua fumaça devido à baixa temperatura externa em choque com a temperatura da água e também porque é quando as condições meteorológicas estão mais estáveis.

       O Geyser El Tatio é o terceiro maior campo geotérmico do mundo e localiza-se a 98 km ao norte de San Pedro do Atacama, a uma altura de 4320 m. Nesse horário a temperatura geralmente está abaixo de zero e, portanto, é preciso ir muito bem agasalhado.

      O deslocamento dura cerca de 1:30 h por uma estrada sinuosa e empoeirada, com alguns trechos bastante trepidantes. Chega-se lá no alvorecer do dia. A companhia de turismo serve o café da manhã lá (incluído no pacote).



         Depois disso, caminhamos por entre os gêiseres para fotos e explicações e deslocamos até uma piscina natural aquecida onde é possível banhar-se.














        Os gêiseres são formados por fontes de água fria em contato com rochas aquecidas por magma vulcânica que se encontra abaixo da superfície. Há vários minerais presentes nos gases e nas rochas encontradas ali.



        Na volta paramos em um minúsculo povoado – aldeia Machuca – para um espetinho de carne lhama ou empanadas, ir ao banheiro, etc..., mas achamos essa parada meio desnecessária. Dali voltamos, regressando por volta de 12:00h.

        Nosso passeio da tarde foi para visitar lagoas na parte mais próxima do Salar do Atacama – laguna Cejar, laguna Tebenquiche e Ojo del Salar.

        Para ser sincera, para nós esse programa foi bem fraco e dispensável. Explico – o must da laguna Cejar é o mergulho com flutuação, já que a água tem um teor de salinidade elevado, similar ao do Mar Morto. Como nós não pretendíamos mergulhar, já que estava frio, decisão essa reforçada por uma ventania que entrou no período da tarde muito forte e fria, não tínhamos nada a fazer por lá a não ser olhar, fotografar e sentir frio, muito frio. A excursão fica parada nessa lagoa cerca de 1:20 hs para as pessoas mergulharem, sendo que o local não tem nenhuma infraestrutura de comida e bebida para pelo menos se tomar um café..., além disso esse tour é o que possui as entradas mais caras de todos que nós fizemos - 15.000 pesos chilenos.










  Depois fomos ao Ojo del Salar, que é um buraco na pedra com água menos salgada que as lagoas – chamado de cenote – onde também é possível mergulhar. Nesse lugar não tem nenhuma infraestrutura, nem de banhos e vestiário para quem mergulha, nem apoio para quem só olha e tira fotos. As vans e ônibus param em círculo em volta dos buracos, às pessoas descem e tiram fotos de dois buracões cheios d`água.




A ultima parada foi na Laguna Tebenquiche para ver o por do sol. As agências preparam uns petiscos e pisco sour e montam uma mesa ao lado do ônibus e todos ficam ali confraternizando esperando o sol se por. Foi divertido, mas o frio e o vento cortante atrapalharam um pouco.

     
       Em resumo, esse programa de hoje a tarde seria totalmente dispensável haja vista que ontem já tínhamos visto várias lagoas e salares, e ainda por cima, bem mais bonitas. Só vale a pena para quem vai mergulhar.

        O divertido mesmo foram três garotas cariocas que tiveram a coragem de encarar a água fria e mergulhar na lagoa e no cenote – imediatamente chamadas por nós de “as foquinhas cariocas” – Taís, Renata e Carolina” – foram até aplaudidas pelos demais integrantes do grupo, quando do seu retorno ao ônibus da excurção.




            E também conhecemos outra dupla de viajantes, uma mineira e uma carioca – Paula e Carol – com quem conversamos bastante sobre nossas viagens...


            Na volta, jantamos no restaurante La Casona, um bom restaurante na cidade e dessa vez não erramos – dividimos o prato.





           Amanha, pé na estrada rumo a Santiago, contudo seremos obrigado a fazer um pernoite técnico em Copiapó.