Despedimos-nos do Deserto de Atacama ainda escuro (o sol
nasce tarde aqui), em um temperatura de -4˚C. Embora o café da manhã do hotel
só começasse as 7:30 h, eles foram bastante amáveis em antecipar o horário para
nos atender, pois precisávamos sair cedo para um longo percurso.
A rota começou pela Cordilheira do Sal rumo a Calama, a parte
mais seca do deserto. Tudo muito árido e sem vida. No caminho vimos um Parque
eólico e uma Planta Fotovoltaica, que provavelmente abastecem Calama. Saímos de
2320 m, subimos até 3200m e voltamos a descer, sempre sobre uma montanha sem
nenhuma vegetação, só muita pedra e pó. Também passamos por várias minas ativas
e desativadas e, inclusive, uma cidade-fantasma de uma antiga mina.
Em um determinado momento, saímos da Ruta 5 e tomamos a R-710
que segue mais próximo ao litoral para ir vendo o mar. Começamos então a descer
a montanha e ficamos ao nível do mar.
O oceano Pacífico tem uma linda cor de azul profundo e ondas
calmas, mas a praia tem poucas áreas de areia branca, e muita pedra. A maior
parte é uma areia escura grossa, em alguns pontos só pedras.
A região continua sempre muito deserta e bem feia e monótona.
Mais para baixo começam a aparecer pequenas cidades no litoral, mas de casinhas
bem simples e desarrumadas.
Paramos em Tal Tal para almoçar. Em um restaurante simples,
mas comemos direitinho e bem barato!
Chegamos a Copiapó por volta das 17:30 h. A cidade é de
tamanho médio, tem shopping, universidade, museus etc... Ficamos no Hotel
Cumbres de Atacama, simples, mas bem aceitável para um pernoite.
Saimos para jantar por volta das 08:00 hs e preferimos comer uma pasta no restaurante Raconto. Acabamos comendo risoto, peixe e carne, nada do que pensávamos. Valeu a pena.
Amanhã cedo seguimos para Santiago, onde incorporaremos a nossa quarta tripulante, a Ana Maria.






























































