Deixamos para trás
baleias, pinguins, lobos e elefantes marinhos e dissemos adeus com saudade à
Península Valdés. Hora de seguir em frente para o último objetivo da viagem.
Dois dias de viagem nos esperavam pela frente. E lá fomos nós
pelas retas enormes e desérticas das estradas das Províncias de Chubut e Rio
Negro. Tudo muito plano, muita pedra e pó. Agora nem mais os guanacos e os
carneiros nos faziam companhia. Os lugares de parada eram muito simples.
Assim chegamos a Cel. Pringles para o primeiro pernoite.
Ficamos no hotel Avenida, um hotel simples, mas que atendia às nossas
necessidades. Saímos para jantar – a cidade não tinha muitas opções, e nossa
dificuldade foi encontrar algum lugar que aceitasse cartão de crédito. Acabamos
comendo no Avenue Bar uma pizza bem sem graça e pagando em dinheiro mesmo.
Bom, nessa noite começou uma situação de estresse para nós –
recebemos um informe de um ciclone extratropical que se localizava na costa
leste da Argentina, no Uruguai e no sul do Brasil. Como íamos pegar o Buquebus
para cruzar o Rio da Plata entre Buenos Aires e Colônia del Sacramento, vimos
que encontraríamos problemas.
No dia seguinte saímos muito cedo, antes do café da manhã (os
hotéis dificilmente servem café cedo) e seguimos ainda no escuro, embora já
fosse 6:00 hs, para o porto de Buenos Aires. A informação que obtivemos era que
os barcos estavam cancelados na parte da tarde e noite daquele dia.
Fomos
direto para o porto aonde chegamos por volta das 12:30 h e recebemos a
confirmação do cancelamento da saída dos barcos, ao longo do dia. Como não
tínhamos opção de viajar em outro dia, solicitamos o reembolso, o que foi feito
com um valor de 70% do que havia sido pago.
Partimos
então para o plano B (já pré-combinado e motivo de sairmos tão cedo), que era continuar
de carro até Colônia del Sacramento.
Almoçamos
alí mesmo no prédio do Buquebus e seguimos então para o Uruguai, RN-9, 12 e 14, cruzando
o Rio Uruguai em Fray Bentos, chegando a Colônia del Sacramento por volta das
19:00 hs, no pôr do sol, debaixo de uma forte ventania de 60 km/h.
Ficamos
hospedados no Days Inn Casa del Sol, um hotel 4 estrelas muito bom, localizado
fora da cidade (5 km), em um local muito agradável.
Ventava
muito e havíamos tido um dia muito pesado com 13 horas de estrada, então
resolvemos jantar no próprio hotel, onde comemos bem.
Esperamos
que amanhã seja possível conhecer essa cidade histórica.






































